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quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Maracujá


Além do sabor azedo, que cai bem no clima tropical, o maracujá é recheado de nutrientes, tem uma forte ação antioxidante e pouquíssimas calorias. "O maracujá é rico em vitaminas do complexo B, cálcio, ferro, fósforo, sódio e potássio", enumera a nutricionista Paula Fernandes Castilho, diretora da Sabor Integral Consultoria em Nutrição.


100% aproveitável 

E não é só a polpa que merece atenção. Um estudo realizado na Universidade Federal do Rio de Janeiro mostra que a casca do maracujá evita os picos de insulina, muito perigosos para os diabéticos, combate o mau colesterol e ainda ajuda a emagrecer. Nas sementes, por sua vez, pode ser encontrado um óleo com boa quantidade de ácidos graxos, muito apropriado para uso na cozinha ou até em cosméticos, graças à sua ação emoliente e antioxidante. E as folhas do maracujazeiro oferecem igualmente benefícios. Nelas fica a maior parte dos ativos por trás da ação tranquilizante. 

PREPARO DA FARINHA DE MARACUJÁ
- Escolha maracujás firmes e sem rugas. Lave e mergulhe por 20 minutos em uma solução de água com bicarbonato de sódio (uma colher de sopa por litro de água) ou vinagre. Passe-os em água corrente.
- Retire a polpa e corte a casca ao meio ou em pedaços.
- Coloque em uma assadeira e leve ao forno médio por cerca de 30 minutos, mexendo de vez em quando. Elas ficarão secas, com casca torrada. Espere esfriar.
- Retire da assadeira e bata no liquidificador até obter uma farinha.
- Peneire e guarde em um recipiente limpo e com tampa.

ORIENTAÇÕES 
- A farinha de maracujá não é benéfica apenas para diminuir o açúcar no sangue e evitar a absorção de gordura, ela também desintoxica o organismo.
- Para melhor ação da farinha de maracujá no organismo, é importante beber mais água. No mínimo dois litros de água diários.
- O pó pode ser dissolvido em suco, adicionada ao iogurte, saladas ou sopas, ou em qualquer outra refeição.

 Ele é mesmo calmante?

Sim. Ele contém alcaloides e flavonoides, substâncias que agem no sistema nervoso central e atuam como tranquilizantes, analgésicos e relaxantes musculares. "Por isso ajudam a combater a ansiedade, a depressão e os distúrbios do sono", esclarece Paula Fernandes Castilho, especialista também em fitoterapia. "Mas não é indicado usar as folhas diretamente para fazer chá em casa, já que elas têm compostos tóxicos", alerta Ana Maria Costa.

Como aproveitá-lo

Folhas: com elas são feitos medicamentos e chás. Mesmo quem não aprecia o gosto pode tirar proveito de sua ação calmante usando a infusão como base de sucos.

Fruto: é rico em nutrientes e seu suco é ingrediente precioso em receitas como mousses, bolos, molhos para salada, vinagretes e até farofas.

Casca: ela é rica em pectina, um tipo de fibra que arrasta gorduras para fora do organismo. É consumida na forma de farinha, misturada em sucos e iogurtes.

Sementes: trituradas, entram na fabricação de esfoliantes. Já o óleo extraído delas serve para temperar saladas.

(Fonte: Revista SAÚDE)


terça-feira, 16 de setembro de 2014

Rúcula, alface-americana e agrião.

Os três são boas fontes de potássio, fibras e minerais.


Apesar de ter um vencedor, este é um daqueles embates em que todos os competidores mereciam levar o troféu. Os três vegetais devem aparecer no cardápio, isso porque são levinhos, levinhos e concentram substâncias importantes para o corpo. Por exemplo, o trio - com destaque para a rúcula - esbanja potássio, um mineral que aumenta a elasticidade da parede das artérias, contribuindo para a saúde do coração. O fósforo, detectado em doses mais elevadas no agrião, trabalha lado a lado com o cálcio para manter a integridade óssea. A alface, apesar de só ganhar no quesito calorias, parece ser a parceira ideal de quem sofre com insônia, já que a lactupirina e a lactucina, moléculas presentes no caule e nas folhas, são consideradas calmantes naturais. Por essas e outras, o ideal é revezar essas verduras no prato todos os dias, no almoço e no jantar. Só evite refogá-las. "Assim não há risco de perder nutrientes", avisa a nutricionista Lucy Aintablian Tchakmakian, do Centro Universitário São Camilo.

Veja a comparação de 100 gramas de cada vegetal de acordo com a tabela brasileira de composição de alimentos (Taco/Unicamp).

 

Energia

Alface - 9 cal
Rúcula - 13 cal
Agrião - 17 cal

Proteínas

Agrião - 2,7 g
Rúcula - 1,8 g
Alface - 0,6 g

Fibras

Agrião - 2,1 g
Rúcula - 1,7 g
Alface - 1 mg

Fósforo

Agrião - 51 mg
Rúcula - 25 mg
Alface - 19 mg

Potássio

Rúcula - 233 mg
Agrião - 218 mg
Alface - 136 mg

Magnésio

Agrião - 18 mg
Rúcula - 18 mg
Alface - 6 mg

Placar SAÚDE

Agrião 4 x Rúcula 2 x Alface 1
Apesar de o agrião sair na frente, a alface e a rúcula também devem estar no cardápio.

(Fonte: Revista SAÚDE)