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terça-feira, 10 de novembro de 2015

Chá de hibisco?


A bebida é feita a partir do cálice da flor de hibisco figura entre as favoritas para quem procura perder peso. E não é à toa: sua ação antioxidante é a principal responsável pela diminuição do acúmulo de gordura no corpo. "O chá contribui para que se acumule menos gordura na região do abdômen e nos quadris", explica Carolina Mantelli Borges, endocrinologista e metabologista da clínica de especialidades Integrada. "Isso acontece porque o chá de hibisco é capaz de reduzir a adipogênese, processo em que as células pré-adipócitas se convertem em adipócitos maduros capazes de acumular gordura corporal", completa. 
Além disso, o hibisco é rico em nutrientes, como cálcio, magnésio, potássio e fósforo, é levemente adocicado, dispensa o uso de adoçantes e/ou açúcar e tem ação diurética. "O cálice da flor utilizado para elaborar o chá é rico em vitamina B2, que auxilia na saúde da pele, ossos e cabelos e a vitamina B1, que juntas ajudam o nosso corpo na captação de energia nas células, principalmente ao auxiliar no metabolismo do oxigênio e da glicose, as principais fontes de combustível celular", explica a médica.
Porém o consumo do chá de hibisco requer atenção, principalmente para quem tem problemas de pressão e também para mulheres em idade fértil. "Como qualquer outra planta, o hibisco em chá pode causar toxicidade se for consumido em doses excessivas, pois tudo o que ingerimos precisa ser metabolizado e eliminado pelo fígado e rins", alerta Carolina. O limite de ingestão diária não é ainda um consenso entre os especialistas, que varia de 200 ml por dia até de três a quatro xícaras (chá) meia hora antes das principais refeições. Para cada caso a quantidade é específica, mas o excesso (como quase tudo na vida) pode sim trazer problemas para a saúde.

Riscos para a fertilidade

Se você já ouviu alguém falando sobre isso, saiba que é verdade. Existem estudos que mostram que o hibisco tem componentes que interferem nos níveis de estrogênio alterando-os, sugerindo até mesmo seu uso como anticoncepcional. "Para as mulheres que sofrem com a TPM e outras condições do sistema endócrino, o chá de hibisco pode causar piora e até dificuldade para engravidar, ao interferir no processo de ovulação. Por este motivo, também deve ser evitado no período de gravidez". 
A orientação da médica é limitar o consumo a um copo de 200 ml de chá por dia, preparados com quatro ou seis gramas da flor seca (uma colher de chá) - igual a dois ou três sachês. "Mesmo assim homens e mulheres precisam ter cuidado antes de inseri-lo no cardápio, pois seu consumo regular pode alterar os níveis hormonais no organismo e trazer complicações." Já gestantes e lactantes devem evitar a bebida, que apresentou ação mutagênica em alguns estudos, ou seja, significa que pode interferir na estrutura dos genes do bebê. E é melhor não correr o risco, certo?

Pressão baixa x pressão alta

Existem estudos que afirmam o benefício do consumo do chá de hibisco em pacientes que têm pressão alta, principalmente por ter uma ação diurética que ajuda a eliminar alguns eletrólitos que são responsáveis pela alteração, como magnésio, cálcio, potássio e sódio. Sendo assim, quem já tem problemas de pressão arterial baixa podem sofrer ainda mais com a hipotensão. Já quem tem hipertensão e toma medicamentos para a doença também deve evitar o consumo: o remédio ajuda a baixar a pressão, bem como o chá, resultando em uma redução maior do que a necessária, potencializada pelo efeito diurético.

Mal estar

A hipotensão é o único efeito colateral confirmado do chá de hibisco, mas algumas pessoas podem experienciar outros males como tontura, enjoo, escurecimento da visão, sensação de fraqueza e até desmaios. "Por ter ação diurética, o consumo em excesso pode fazer com que a pessoa elimine muito eletrólitos, nutrientes essenciais para o funcionamento do organismo composto principalmente por cálcio, potássio, sódio e magnésio. Logo a falta dessas substâncias pode levar à desidratação", afirma a Dra. Carolina Borges.
Como qualquer outro alimento, você deve ficar de olho se sentir qualquer mal estar ou alterações no seu corpo com o consumo do chá - e procurar um profissional para orientá-la.


(Fonte: Revista Saúde)

segunda-feira, 9 de março de 2015

Os efeitos da cafeína no seu corpo.


ONDE A CAFEÍNA SE ESCONDE

A maioria dos especialistas diz que o ideal é manter o consumo de cafeína abaixo de 400 mg por dia. Parece fácil até ver quanto um copo de refrigerante e uma pílula para dor de cabeça têm da substância.

Cafés

Preto coado (50 ml) 25 mg
Preto coado descafeinado (50 ml) 0,45 a 0,90 mg
Preto instantâneo, solúvel em pó (50 ml) 20 mg
Expresso (50 ml) 80 mg

Chás

Preto a granel ou sachê (235 ml) 40 a 74 mg
Preto descafeinado (235 ml) 2 a 5 mg
Verde, a granel ou sachê (235 ml) 25 a 50 mg
Branco, a granel ou sachê (235 ml) 15 mg
Instantâneo (177 ml) 33 a 64 mg
Ice tea (355 ml) 27 a 42 mg

Bebidas

Refrigerantes com adição de cafeína (à base de cola) (355 ml) 22 a 69 mg
Bebidas alcoólicas com adição de cafeína (30 ml) 3 a 9 mg
Energéticos com adição de cafeína (235 a 680 ml) 33 a 440 mg
Guaraná da Amazônia em pó (100 g) 350 mg

Alimentos

Chocolate (227g) - 0 a 6 mg
Doces com cafeína - 1 a 122 mg
Goma de mascar e balas com cafeína - 20 a 400 mg

Medicamentos (comprimido)

Cafiaspirina e Excedrin - 65 mg
Dorflex e Cibalena A - 50 mg
Neosaldina - 30 mg 

MENSAGEM ÀS AVESSAS

Estudos mensuraram os efeitos da cafeína no corpo e na mente. Uma breve amostra de pesquisas conflitantes:

Expectativa de vida

Pró - Em estudo de 2012, pessoas que bebiam pelo menos três copos de café por dia tinham 10% menos chances de morrer.
Contra - Um estudo de 2013 disse que quem bebia mais de 28 copos de café por semana tinha menor expectativa de vida.

Exercícios físicos

Pró - Em 2013, pesquisadores descobriram que a cafeína melhora a performance atlética entre os ciclistas.
Contra - No mesmo ano, um artigo mostrou que a cafeína pode prejudicar o fluxo sanguíneo durante o exercício.

Atividade cerebral

Pró - Em um estudo de 2014, pessoas que tomaram cafeína antes de aprender algo novo lembravam melhor.
Contra - Um estudo de 2013 descobriu que a tolerância à cafeína pode anular melhorias cognitivas.

Fertilidade

Pró - Um estudo de 2013 disse que o consumo de cafeína levou à maior produção de espermatozoides potentes.
Contra - Estudo de 2012 disse que pessoas que consomem muito café têm menos sucesso na fertilização in vitro.

Estado de espírito

Pró - Em 2014, um estudo viu que pessoas que consomem café tinham menos tendência à depressão.
Contra - Outra pesquisa do mesmo ano relacionou o consumo de cafeína ao aumento de ansiedade.

Doenças

Pró - De acordo com estudo de 2013, o consumo moderado de café indicou menos risco de diabetes.
Contra - Outro estudo de 2013 associou o maior consumo de café com o maior risco de síndrome metabólica.

 
Isso não significa que seja necessário eliminar o hábito do cafezinho e seus comparsas, mas é preciso moderação..
 
 
(Fonte: Revista SAÚDE)

segunda-feira, 2 de março de 2015

Estudos comprovam que a alimentação pode ajudar a engravidar.

 
Os casais que enfrentam dificuldades para engravidar devem considerar o efeito benéfico que uma alimentação balanceada pode exercer sobre a fertilidade.
Deve-se levar em conta a importância da ingestão adequada de nutrientes essenciais ao funcionamento celular. Tanto os óvulos quanto os espermatozoides são células especiais que precisam estar adequadamente formadas para gerar um embrião saudável.
Ainda que a ciência não determine categoricamente essa conexão, sabemos que ansiedade e a tensão têm efeitos sobre hormônios relacionados às funções reprodutivas. Por esse motivo, o que poderíamos esperar de nossa alimentação como um meio de potencializar a fertilidade?
Um estudo realizado pela Universidade de Harvard, com 18 mil voluntárias intencionadas a engravidar, mostra o efeito de hábitos alimentares em mulheres que pretendem ter filhos. Ao longo de oito anos, muitas delas foram bem sucedidas em seu objetivo. No entanto, uma em cada seis não teve a mesma sorte. Ao analisar os fatores por trás do insucesso, os cientistas verificaram algo curioso: eles notaram que a insulina e a globulina carreadoras dos hormônios sexuais tiveram papeis importantes nesse cenário, já que as duas substâncias influenciariam diretamente a ovulação. De acordo com eles, quando os níveis de insulina - hormônio responsável pelo metabolismo de açúcar - sobe muito rapidamente no sangue e, em seguida, despenca, a globulina carreadora acompanha essa oscilação. Essa reação em cadeia afeta o equilíbrio hormonal, elevando os níveis de hormônios masculinos. Esse excesso, no organismo feminino, interrompe a ovulação e isso definitivamente não é favorável para quem quer engravidar.
Pensando nisso, listamos alguns alimentos que, de acordo com o estudo, poderiam estabilizar as funções hormonais, permitindo que mulheres sem problemas crônicos de infertilidade possam, eventualmente, gerar um bebê com o auxílio de uma dieta equilibrada.
 
Pães e cereais integrais ao invés de arroz branco e pão francês
Segundo o estudo de Harvard, alimentos integrais possuem IG (índice glicêmico) bem menor que alimentos processados ou derivados desses. Esse parâmetro avalia a velocidade com que um alimento é absorvido pelo organismo. Trocando em miúdos, quanto maior o IG, mais acentuados serão os picos de insulina e, consequentemente, o desequilíbrio hormonal. Mulheres participantes do estudo com IG alto apresentaram 92% mais dificuldades em engravidar comparadas às que comiam alimentos integrais.
 
Óleo de soja e canola ao invés de gorduras trans
Não se pode abolir a gordura do organismo uma vez que ela é a matéria-prima para os hormônios sexuais. As poliinsaturadas, como o óleo de soja e de canola, consumidos moderadamente, são muito bons para os órgãos reprodutores femininos. Vale ressaltar que a gordura trans é uma péssima escolha, já que uma pequena quantidade já é suficiente para prejudicar algumas funções hormonais.
 
Proteínas vegetais em vez de proteínas animais
Feijões, soja e grãos são alimentos com proteína vegetal. Ela geralmente facilita a ovulação. De acordo com os médicos americanos, carne de frango e peru podem dificultar o processo de concepção, enquanto a ingestão de carne vermelha em comparação à mesma quantidade de proteína vegetal, chegam a aumentar em até 50% os problemas de fertilidade.
 
Laticínios integrais ao invés de desnatados
O estudo de Harvard aponta que laticínios sem gordura aumentam o desequilíbrio hormonal. Por isso, os integrais serão sempre bem-vindos. Dar preferência a um copo de leite integral por dia já é suficiente para aumentar a fertilidade.
 
Os casais que buscam uma gravidez devem sempre pensar em manter um estilo de vida saudável.
 
 
(Fonte: Revista SAÚDE)