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terça-feira, 7 de junho de 2016

Amigos do Cabelo.


Bons cosméticos e aquele cabeleireiro descolado fazem milagre pelo seu visual. Mas de nada adianta ir ao melhor salão ou comprar os produtos mais caros se você não cuidar da saúde do couro cabeludo nem fornecer os nutrientes que os fios precisam para crescer fortes e bonitos. O baixo consumo de proteínas, vitaminas e minerais pode levar à perda do brilho, à quebra, queda e até interferir no crescimento do cabelo. 
A ingestão de água também é fundamental para levar os nutrientes até o bulbo capilar.

Cenoura
Ela oferece dois nutrientes: o betacaroteno e a vitamina A. O primeiro é um antioxidante que combate a ação dos radicais livres e, assim, evita a queda e a perda de pigmentos que deixariam o cabelo grisalho. Já a vitamina A atua na saúde das células do couro cabeludo, nutrindo-as, e interfere na produção da oleosidade natural do fio.

Espinafre
Por conter ferro, mineral que participa na formação dos glóbulos vermelhos, nutre os folículos capilares. Daí a explicação para a carência da substância provocar a perda de brilho, ressecamento, fraqueza e até queda capilar. O espinafre é rico em clorofila, que, juntamente com o ferro, ajuda a equilibrar a oleosidade do couro cabeludo, fortalecer a raiz e normalizar o ciclo de crescimento dos fios.

Aveia
O grão contém silício, mineral capaz de estruturar a queratina, proteína que forma o cabelo. A aveia traz ainda vitaminas do complexo B e zinco. Enquanto as primeiras otimizam a multiplicação das células do bulbo capilar, favorecendo o crescimento, o segundo ajuda no controle sobre as mudanças hormonais, que podem levar à queda e aos fios brancos antes do tempo.

 Laranja
O benefício para o cabelo está na parte branca que envolve os gomos, a chamada pectina. Ali ficam as fibras que vão ajudar a varrer para fora do organismo as toxinas, que, em excesso, contribuem para o aumento da oleosidade e o aparecimento da caspa.

Morango
A fruta oferece flavonoides e vitamina C, substâncias que ativam a microcirculação sanguínea no couro cabeludo. Resultado: os fios crescem mais rápido, resistentes e menos sujeitos à queda, quebra e ao ressecamento.

Castanha-do-pará
A fruta oleaginosa merece espaço na sua dieta por oferecer zinco: a carência dele deixa o cabelo fino, quebradiço e sem brilho. Ingerir a dose necessária do mineral proporciona melhor crescimento e desenvolvimento capilar, ajuda reduzir a oleosidade excessiva e previne a descamação no couro cabeludo.

Agrião
A hortaliça fornece MSM, que é a forma biodisponível do enxofre. O mineral é necessário para a manutenção e a produção da queratina. Também possui ação anti-inflamatória, o que ajuda a evitar a caspa.

Inimigos do cabelo
Entre os maiores vilões do cabelo bonito e saudável estão o açúcar, o carboidrato refinado (massa e pão branco) e o álcool.
Eles elevam os níveis de insulina no sangue, desequilibrando alguns hormônios, o que pode ter um efeito negativo sobre os folículos capilares.


Revista Saúde



quarta-feira, 1 de junho de 2016

Vício: para que te quero?


Já ouviu falar de vício em açúcar? Pois ele existe!


A nutri Danielle M. M. estudou a compulsão de mulheres por doces em sua tese de mestrado, FMUSPRP. Ela acompanhou os hábitos de 57 voluntárias entre 20 e 45 anos, todas acima do peso. 
A mais surpreendente conclusão do estudo foi a de que sete a cada dez mulheres que estavam estressadas também tinham Dependência de Substâncias Doces (DSD), o nome científico para o vício em açúcar, aquela vontade louca de devorar uma caixa de bombons que não passa nem por decreto. Se você desconfia que também sofre desse doce mal, veja abaixo o que pode ser feito. 


Quase como uma droga

Além de devorar muitas guloseimas ao longo do dia, uma mulher dependente de substâncias doces precisa de cada vez mais delícias açucaradas. Isso porque o excesso de açúcar, a longo prazo, altera os hormônios que regulam o apetite, fazendo com que seja necessário comer quantidades sempre maiores para sentir satisfação.

Além disso, o açúcar atua da mesma forma que algumas drogas. Ele estimula a produção de dopamina no cérebro, substância que dá uma sensação agradável. É esse prazer que buscamos quando atacamos a sobremesa.

Assim como um fumante que deseja largar o cigarro, alguém que queira abandonar o vício em doces precisa de motivação para lidar com o açúcar de maneira mais equilibrada. Qual será o seu estímulo? Sentir-se melhor num jeans? Ser um exemplo para seu filho comer melhor? Não importa!

Confira os quatro passos para diminuir a compulsão e transformar sua vida:

1. Tente identificar o que a incomoda no dia a dia, o que a aflige tanto a ponto de levá-la a atacar os doces. Pare e faça um balanço da sua vida. Uma boa ideia é elaborar uma lista por escrito.

2. Após descobrir quais são as questões mais incômodas, tente resolvê-las. Escreva as possíveis soluções e coloque-as em prática. Uma terapia pode ajudar a repensar problemas mais complexos.

3. O passo seguinte é mexer na alimentação. Mas não adianta tentar cortar os doces de uma hora para outra. Nem mesmo substituí-los por frutas: isso não funciona para quem é dependente. A dica é reduzir gradativamente a quantidade. Diminua um pouco por dia, mas sem desistir! Seu organismo precisa de persistência para se adaptar a uma nova rotina alimentar, com menos açúcar.

4. Adote o hábito de fazer exercícios todos os dias.


Equilíbrio e moderação - as bases do sucesso. Pense nisso!


Revista Saúde

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Tipos de Açúcar.

Para o açúcar refinado ficar mais branco e soltinho ele é extraído da natureza e submetido ao refino, que utiliza inúmeros produtos químicos. Além disso, esse processo faz com que fibras, sais minerais, proteínas e demais nutrientes sejam eliminados, o que resulta em um produto químico cheio de calorias vazias, que produz estado de superacidez que desmineraliza o organismo, levando à carência de cálcio, magnésio, zinco, cobre e selênio.
“Alimentos com alto teor de açúcar, além de serem calóricos, promovem um aumento rápido dos níveis de glicose no sangue. A glicose só pode ser utilizada pelas células, onde se transforma em energia, na presença do hormônio insulina. Pessoas com sobrepeso, obesidade ou predisposição genética estão mais propensas a desenvolver resistência à insulina, dessa forma o consumo exagerado de açúcar é parte de uma série de fatores que provocam diabetes, hipertensão, cárie e obesidade”, explica a nutricionista e tutora do Portal Educação, Ana Paula Leão Rossi.
Diante disso, é aconselhável que a pessoa substitua o açúcar refinado comum por açúcar mascavo ou mel, pois estes produtos apresentam mais minerais e vitaminas na composição. Mas mesmo assim é preciso que se preste atenção quanto ao consumo exagerado de açúcar na alimentação diária e avalie a qualidade do que se está ingerindo.
- Acompanhamento e orientação nutricional de: criança, adolescente, gestante, adulto e idoso.
Policlínica - Avenida Brasil, 528 - Cambé - (43) 3035-2003

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Cãibra


Súbita e sorrateira, ela surge quando menos se espera. Na calada da noite, embaixo dos lençóis. No domingo ensolarado, dentro da piscina do clube. Ou no futebol de terça, depois daquele pique pela direita. Quem já teve sabe... É uma dor paralisante, que pode durar de alguns segundos a vários minutos. Basta uma leve flexão do pé para baixo e... ai! A batata da perna contrai-se parecendo dar um nó. Eis a cãibra se manifestando, para desespero de suas vítimas. Mas o que provoca essa dor súbita? O que fazer para preveni-la? E como se comportar quando ela aparece? 

Os especialistas ainda discutem as causas dessa contração muscular violenta e involuntária. O que existe são algumas pistas importantes para entendê-la. A cãibra geralmente se manifesta na prática de uma atividade física, sobretudo se o esportista estiver, digamos, pouco condicionado - ou mal alimentado. Sim, quando os músculos carecem de condições adequadas para realizar um esforço diferente do habitual, é espasmo na certa. "Quem exagera no tempo ou na intensidade do exercício pode sofrer cãibras por falta de vitaminas e sais minerais, o que leva à fadiga muscular", explica o educador físico Renato Dutra.

A escassez de oxigênio na circulação também contribui para esse cansaço extremo dos músculos. Quem um dia precisou ser socorrido devido a uma baita repuxada da musculatura já deve ter ouvido falar sobre um tal de ácido lático sem saber que substância é essa. A gente explica: trata-se de uma espécie de lixo orgânico que se acumula nos tecidos musculares quando as células usam a glicose para obter energia. Isso permite ao músculo continuar o esforço sem necessidade de recorrer ao oxigênio proveniente dos pulmões. Mas o excesso de ácido lático deflagra encrencas. "É como se a musculatura ficasse sem ar e com menos espaço para se mover. E isso gera fadiga", ilustra o fisioterapeuta Robert Velentzas, "Por isso a respiração correta é tão importante durante o exercício."

O suor da atividade física é mais um fator que ajuda no desencadeamento de cãibras. "A perda excessiva de sódio pode levar à contração muscular", diz o fisiologista Turíbio Leite de Barros. Mas o excesso de exercício, sozinho, não é suficiente para explicar o aparecimento dessas contrações famigeradas. No meio esportivo, os especialistas sabem que o xis da questão pode estar no que se bebe - na verdade, no que não se bebe. "A desidratação é decisiva para a ocorrência do problema", informa Barros. 

E quanto às cãibras noturnas? Segundo o ortopedista Moisés Cohen, quem faz muito esforço físico durante o dia pode ter contrações à noite. E quem não faz também - mas, nesse caso, a falta de sódio é o fator crucial. "O suor e a urina em excesso podem provocar a perda desse mineral e de outros elementos. E o organismo utiliza o sódio do músculo quando está sem reservas energéticas", explica Cohen. "Isso gera uma resposta nervosa que leva a um estresse mecânico e às contrações involuntárias." Ou seja... cãibras! Moisés Cohen acrescenta que diabete, problemas neurológicos e lesões vasculares podem estar por trás de um simples espasmo muscular. "São doenças capazes de favorecer o problema", informa o especialista. "A insuficiência renal e a hemodiálise também contribuem para a redução da concentração de sódio no sangue e muitas vezes levam a problemas musculares, assim como a carência de outros minerais, como cálcio, magnésio e potássio." O preparador físico Renato Dutra chama a atenção ainda para a síndrome das pernas inquietas, caracterizada por uma vontade incontrolável de mexer as pernas, principalmente durante o sono - e isso também pode disparar cãibras. 

Não existe um tratamento específico para essas contrações. O melhor a fazer é se condicionar antes de partir para atividades físicas mais exigentes, comer e beber o suficiente para suportar a carga extra do exercício e procurar respirar profunda e coordenadamente durante os treinos. Quem sua mais de uma hora por dia também precisa repor nutrientes. Nessa situação, valem géis de carboidrato e líquidos isotônicos, além de água. "A pessoa que se prepara para a atividade física suporta melhor o esforço e retarda o surgimento de cãibra", resume o educador físico Renato Dutra. Ou melhor: evita esse suplício e malha em paz.





Revista Saúde

terça-feira, 17 de maio de 2016

Quem vê cara não vê nutriente.


"Me vê uma manga bonita, por favor?", pede um rapaz ao feirante Luiz Souza Silva, de 47 anos. Ao receber o produto já dentro da sacola, o moço paga e vai embora. E Silva se apressa para explicar: "Fruta bonita precisa ser lustrosa por fora, ter brilho, e sabor por dentro. As nossas são todas assim, o cliente nem precisa escolher muito". Mais que papo de vendedor, ele sabe bem que uma das poucas coisas que não mudaram nos 25 anos em que mantém sua barraca na feira livre do Pacaembu, em São Paulo, é a preferência por alimentos de encher os olhos. O que pouca gente imagina é que, nesse campo, as aparências podem, sim, enganar. Nem sempre o vegetal mais bonito é o de melhor qualidade. "Basta ver os orgânicos, que costumam ser menores e mais feios, mas ao mesmo tempo são mais saudáveis porque não levam agrotóxicos", nota a nutricionista Elke Stedefeldt, da UFSP.
Dar atenção à batata mirrada, à mandioquinha com apêndice ou à ameixa cheia de pintas é um ato de consumo consciente. Seu corpo sai ganhando com os nutrientes.
Além de não se guiar apenas pelo visual do alimento, uma medida valiosa para conciliar as vantagens nutricionais e um consumo sustentável é priorizar a compra dos itens de acordo com as safras. "Os vegetais vendidos fora de época costumam ter seu crescimento estimulado pelo uso de agrotóxicos. Além de serem mais caros, não são as opções mais saudáveis", afirma a médica Marcela Voris. Por isso, se o tempo é bom para caqui, por que encher a fruteira de jabuticaba? Além disso, quanto mais madura a fruta, melhores o aroma, o sabor e a carga de nutrientes.
Por falar em fruteira cheia, aqui também cabe um aviso. Um levantamento feito pelo Instituto Akatu ainda em 2011 mostrou que, nas casas, a maior parte dos alimentos é perdida antes mesmo de eles serem preparados, devido ao armazenamento irregular ou à demora para comer. Para não transformar sua residência em uma usina de desperdício, compre apenas o necessário para o consumo em curto prazo. É preferível comprar em menor quantidade e mais vezes na semana.  Se você é do tipo que não abre mão de um reabastecimento mais duradouro, a dica é adquirir frutos e legumes com diferentes graus de maturação.

Quem ama o feio...

Obviamente, ninguém deve sair pelos mercados catando restos ou produtos com sinais de estrago. É importante, sim, distinguir um alimento fora do padrão estético de outro inapropriado para consumo. Uma boa olhadela costuma ser suficiente para detectar indícios de deterioração, como cores estranhas, buracos e áreas murchas. "Se a casca está íntegra e não há vestígios de material estranho, como sujeira, insetos ou larvas, dá pra levar sem problemas", diz a nutricionista Norka Beatriz González, da UEP.
A presença de manchas e pintas em frutas e verduras também não é motivo para esnobar o alimento — ou, em casa, retalhá-lo com a faca. Segundo o engenheiro agrônomo Flávio Trevisan, professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de SP, a maioria dessas marcas é obra da natureza. "O contato das folhas da bananeira com o cacho propicia pequenas pintinhas na fruta, mas isso não muda em nada suas características nutricionais", exemplifica. O alerta só deve soar quando o tom manchado vem acompanhado de consistência pastosa ou bolor. Isso sinaliza que o alimento está contaminado por micro-organismos.
No momento da compra, também vale refletir sobre o uso que você vai dar ao alimento. Ninguém quer usar morangos miúdos e disformes para enfeitar uma torta, mas eles vão muito bem batidos em uma vitamina. Do mesmo jeito, os vegetais mais tortinhos podem ser utilizados em farofas, sopas e purês. A alface não enche os olhos? Experimente picá-la em pedacinhos. Já as frutas podem ser usadas em sucos, geleias e compotas. O que não pode faltar é criatividade.
O último passo para quem quer aderir de vez ao consumo sustentável é tentar aproveitar o máximo dos alimentos. Isso significa comer, quando possível, polpa, casca e semente. Descascar maçã, batata e cenoura é algo comum, mas não deveria. Como é na casca que fica a maior parte das propriedades, jogar isso fora é um desperdício nutricional.

Ao botar na cabeça que é preciso vencer o desperdício em todos os sentidos, ficará mais fácil inclusive alcançar a recomendação na ingestão de vegetais. Ora, consumo consciente significa se preocupar com a natureza e o mundo ao redor, mas também com o seu organismo.



Revista Saúde

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Prepare-se antes de ir ao supermercado!


Quantas vezes você já saiu do supermercado levando mais coisas do que planejava? Pois saiba que esse ambiente e os produtos à mostra ali é planejado em detalhes para estimular esse tipo de comportamento. 
Por exemplo: ao chegar às compras, já reparou que os carrinhos estão mais visíveis do que as cestas? "Como eles são maiores, a tendência é que a gente sinta a necessidade de colocar mais produtos dentro", explica Eduardo Chaves de Souza, professor (PUCRS). Apesar de não ser enganação - a cestinha está lá, basta procurar -, essas estratégias podem representar um perigo não só para o orçamento como para a alimentação. Então, para conseguir resistir, que tal conhecer as principais delas? No final das contas, a decisão da compra é sempre do cliente.

1. Não se perca no labirinto das compras

Antigamente, os mercados tinham apenas corredores paralelos e transversais. "Então, as pessoas memorizavam o trajeto e só iam às partes que interessavam", conta Heloisa Omine, professora (ESPM). Hoje, a história é outra. De acordo com a especialista, as lojas são planejadas em formato de trilhas, com várias quebras. Por isso é tão comum dar de cara com uma minifeira ao tentar atravessar um corredor. "Aí você esquece onde estava antes", comenta Heloisa. Essa desbaratinada tem um objetivo: expor os consumidores a produtos que ele nem estava cogitando comprar. E se a intenção é só levar um pãozinho quente para casa? Parece mais fácil permanecer focado, mas não é. Normalmente, a padaria fica no fundo da loja. É outra maneira de tentar nos seduzir pelo meio do caminho.


2. Resista ao cheirinho bom das comidas

De longe dá pra sentir aquele aroma de casa de mãe que a padaria tem. Quando menos esperamos, já fomos fisgados pelo pãozinho recém-saído do forno e a manteiga, gordurosa que só, já começa a se desenhar na nossa cabeça. Mas não é apenas o cheiro que influencia as compras: até a música faz diferença. Lá no final do dia, quando os clientes estão cansados, o som tende a ser tranquilo para amenizar o estresse. "Com isso, gasta-se tempo extra no mercado", observa Heloisa. E, de novo, quanto mais você zanza por lá, maior a chance de rechear o carrinho. Só que o cansaço é traiçoeiro, porque induz a busca por comidas rápidas (e pouco saudáveis).


3. Olhe para as prateleiras de cima e de baixo

Nenhuma área é mais nobre do que o meio da prateleira tanto é que há empresas que pagam para ter suas marcas expostas ali. O que fica na direção dos olhos acaba sendo mais comprado. Normalmente, as marcas que têm condições de bancar esse upgrade são justamente as líderes da categoria. Só que seus produtos nem sempre se destacam do ponto de vista nutritivo. O ideal é que as pessoas prestem atenção nas demais prateleiras em busca de outras opções. Aí é comparar e escolher.


4. Fique atento à proximidade entre os produtos

Quando estiver atrás de uma cervejinha no corredor dedicado às bebidas afinal, não é necessário se privar de nada, não se surpreenda caso encontre pacotes de amendoins. Conhecida como cross merchandising, essa técnica de associar produtos que de certa maneira combinam faz um sucesso tremendo nos supermercados. E não dá pra negar que ela facilita bastante à vida (e a memória) do consumidor. Mas, pelo bem do organismo, é importante fazer ponderações. Ora, é ótimo achar a aveia perto da banana ou o molho ao lado do macarrão. Agora, será que aquela cobertura de chocolate cheia de açúcar que está próxima ao sorvete não é dispensável? Às vezes, ela só parece uma boa pedida porque está ali, na sua cara.


5. Tamanho família

Bateu vontade de comer um salgadinho? Nada de se martirizar. Consumidos com moderação e esporadicamente, esses alimentos não atrapalham a saúde. Acontece que muitas dessas tentações estão em embalagens enormes. Pelo preço, até parecem mesmo um bom negócio. Pelo bem da cintura, porém, é melhor não cair nessa. Estudos constatam que ter acesso ao pacote gigante faz a gente comer mais (e de forma automática). Para evitar isso, é preferível comprar três saquinhos menores a um grande.


6. Leve três, pague dois

Promoções são ótimas, não nos entenda mal. Mas, assim como os produtos gigantescos, devem ser vistas com cautela. Será que precisamos mesmo de três unidades, ainda que se ganhe desconto em uma delas? Se não resistir, é indicado checar o prazo de validade de todos os itens. Promoções na ala infantil merecem ainda mais zelo, sobretudo se envolverem brindes. "A criança não tem o mesmo discernimento do adulto".


7. Zero, light e afins

Não leva glúten ou lactose? Nem por isso é melhor. "Um leite pode ser zero lactose e integral", aponta a nutricionista Renata Bressan, da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica. Isso significa que ele é rico em gordura saturada, um problema se for ingerido em excesso. Cuidado também com certas alegações, como "menos gordura". Isso porque o produto pode ser abastecido de outra coisa, tal qual sódio. Tem que olhar o rótulo sempre.


8. Imagens sedutoras

E quando a embalagem do suco ostenta uma laranja linda e cheia de gominhos? Tão gostoso. Mas... Será que é suco mesmo? Nunca deixe de conferir, já que a imagem nem sempre reflete a realidade. Nesse caso, o risco é levar para casa o néctar, o primo que esbanja açúcar e conservantes e pouca fruta. Para produtos que gerem mais dúvidas (como o pão dito integral com fotos de plantações de grãos), a dica é verificar a lista de ingredientes. O item integral deve aparecer primeiro.


9. Enfim, o caixa

Ufa, as compras acabaram! Agora é só ir para a fila do caixa. A questão é que se você baixar a guarda pode acabar devorando chocolates e balas que dão sopa ali. Ninguém gosta de esperar. Então, nessa hora, a gente se permite certas indulgências, Não é que comer bombom seja um crime. Só que, na fila, ele provavelmente será devorado sem atenção alguma. 
     


Prepare-se antes de ir ao supermercado     

Dá para reduzir a probabilidade de comprar por impulso
     
Faça uma lista
Se há foco, sobra menos espaço para itens supérfluos encontrados pelo caminho. Fora que cai o risco de esquecer o essencial.


Bata um papo com o seu filho
A criança é mais seduzida pelo marketing. Mas é legal que vá ao mercado. Conversem sobre alimentação e limites para não rolar estresse.


Não vá com fome
Quem passeia pelos corredores de barriga vazia tende a ir atrás de alimentos mais calóricos, isto é, lotados de gordura e açúcar.


Programe-se
O cansaço nos faz optar por comida pronta (e, muitas vezes, desequilibrada). Então, vá ao mercado bem disposto. Que tal no final de semana?



Olho na despensa
Não foque só no que falta, mas também naquilo que já tem em casa. Caso contrário, você pode acabar comprando (e comendo) muito mais.



(Fonte: Revista Saúde)

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Obesidade Infantil


Para não perder a hora a primeira refeição fica para depois. Logo chega o intervalo e o salgado espera na cantina. No horário do almoço, hambúrguer e batata frita. Na hora da saída, são necessários apenas alguns passos até o carro dos pais. Depois da escola, a maior parte do tempo livre é reservado ao computador, à televisão. Com uma rotina como essa fica impossível não acrescentar alguns quilos. Para essa nova geração, a velha história de comer à vontade e não engordar durante a "fase de crescimento" não funciona. Com muitos mais calorias adicionadas ao cardápio e muito menos calorias gastas com as atividades físicas, o saldo dessa balança não poderia ser diferente. 
O índice de sobrepeso infantil vem crescendo assustadoramente entre as crianças e os adolescentes.
Ao menos 41 milhões de pequenos com até 5 anos encontram-se nessas condições.
A criança que cresce com sobrepeso e obesidade não tratada tem uma grande possibilidade de ser um adulto doente. A obesidade gera doenças associadas como hipertensão, diabetes e várias cardiopatias.

Cuide da saúde do seu filho. O hábito saudável começa na infância.
- Acompanhamento e orientação nutricional de: criança, adolescente, gestante, adulto e idoso.
(43) 3035-2003
Para sua maior comodidade, o pagamento da consulta poderá ser realizado com CARTÃO de crédito ou débito.




(texto:nutriblogvidasaudável)

quinta-feira, 24 de março de 2016

O domingo de Páscoa se aproxima. Como não cair em tentação?

Agora na Semana Santa, não faltam dúvidas sobre quais as opções mais saudáveis para consumir na Páscoa. As vitrines e mercados estão abarrotados de chocolates, então resistir a tentação e manter uma dieta equilibrada torna-se quase um desafio.

O significado da Páscoa - sentido de renovação, mudança. O principal motivo desse dia é a confraternização com os familiares de um novo ciclo que se inicia;

  • Faça o café da manhã normalmente, tenha uma refeição balanceada, não fique em jejum até o almoço, pensando já nos possíveis abusos que terá no dia. Sem fome, conseguirá se controlar com as quantidades;
  • No almoço, se você for cozinhar para família, escolha preparações saudáveis, o peixe é uma ótima pedida, prepare-o assado, grelhado ou cozido. Faça uma salada bem variada, com bastantes ingredientes: folhas, legumes e frutas, e escolha um acompanhamento que não seja fritura, exemplo: purê, creme, arroz integral ou arroz temperado com legumes, legumes cozidos, etc. Se você for almoçar na casa de alguém, dentro do possível escolha o que for mais saudável e nutritivo, e o mais importante, não exagere na quantidade;
  • Na hora da sobremesa, uma ótima opção são as frutas in natura ou doces de frutas, que além de serem menos calóricas são nutritivas e ricas em fibras.
  • Quanto aos ovos de páscoa, o chocolate amargo e meio amargo é uma boa opção, já que é mais saudável do que os outros por conter propriedades funcionais à saúde;
  • Se você não for diabético, o chocolate diet não é uma boa opção. O chocolate diet é isento de açúcar, mas possui quantidade de gordura.
  • Se você gosta de colomba, cuidado com a quantidade que vai comer, pois também é bem calórica, não consuma mais que uma fatia por vez;
  • O chocolate que restar divida com seus amigos, distribua para crianças e guarde somente um pouco para você comer de vez em quando um pedacinho. Vamos, faça um esforço, assim não terá arrependimentos.

Agora, caso tenha abusado, compense! 
São boas ideias: aumentar a atividade física - pode ser uma caminhada, uma volta de bicicleta. Ainda vale controlar as porções das refeições, ingerir mais água e caprichar nas saladas!

Cuidados na hora da compra:
  • Os peixes comprados frescos, devem possuir couro/escama firme, bem aderida, úmida e sem a presença de manchas; os olhos devem ser brilhantes, salientes e transparentes; as escamas devem ser unidas entre si, brilhantes e fortemente aderidas à pele; as brânquias (guelras) devem possuir cor que vai do rosa ao vermelho intenso, ser brilhantes e sem viscosidade e por fim, com odor característico.

  • Na hora da compra dos ovos de páscoa, é importante ficar de olho e evitar produtos com embalagens sujas, amassadas, com furos, abertas ou com outros sinais de alteração. E as dicas para não sair da páscoa com peso na consciência são: optar sempre por um ovo pequeno, não ingerir o seu ovo em um único dia.



(Mais Equilíbrio)

quarta-feira, 23 de março de 2016

Transforme a alimentação do seu filho em algo mais divertido e saudável!


Seu filho torce o nariz para brócolis, cenoura, tomate e afins? Se sim, boas notícias: é possível reverter a repulsa pela porção mais colorida do prato. Uma das melhores estratégias para alcançar o feito é envolver os baixinhos quanto antes no preparo das refeições. “Se a criança aprende sobre culinária desde cedo, torna-se mais aberta para experimentar ingredientes e inserir alimentos benéficos no dia a dia”, explica Antonia Demas, nutricionista e professora da Escola de Saúde Pública da Universidade Johns Hopkin, nos Estados Unidos.
A especialista também é presidente do Food Studies Institute, que há 45 anos aplica um currículo especial para apresentar a cozinha a jovens estudantes. Confira algumas táticas elencadas por ela e outros profissionais para estimular o mestre-cuca mirim e, assim, colocar frutas, verduras e legumes na rotina do pequeno de maneira bem natural.

1 – Aprenda junto com seus filhos
“Se os pais não sabem cozinhar, costumo propor o desafio de descobrirem juntos. As crianças se identificam com a dificuldade deles e adoram isso”, comenta Gabriela Kapim, nutricionista e apresentadora do programa Meu Filho Come Mal, do canal GNT. O esforço coletivo tende a estimular ainda mais o pequeno a botar a mão na massa e experimentar as tentativas. “Esse aprendizado em conjunto não só faz a criança comer melhor, mas pode transformar positivamente o relacionamento da família”, completa a nutricionista.

2 – Tenha uma visão positiva sobre os vegetais
Geralmente, adultos partem do pressuposto de que os baixinhos não gostam de comer frutas, verduras e legumes. Daí, a tendência é oferecer esses itens de um jeito meio, digamos, desanimador ou ainda mandatório. “E a aceitação da criança é muito influenciada pela linguagem que usamos e nossas próprias escolhas alimentares”, comenta Antonia. Sabe aquela felicidade reservada para a hora do chocolate ou do fast-food? Pois tente agir com a mesma empolgação quando chegar, por exemplo, a estação das jabuticabas.
Também é importante não tratar a sobremesa como moeda de troca, dizendo: “Só vai ganhar um pedaço de chocolate se comer tudo”. Ao fazer isso, parece que a refeição principal é tão horrível que é necessário um agrado depois.

3 – Sugira o preparo de pratos de uma cor especial
“O arco-íris dos ingredientes e a ampla variedade de texturas fazem da comida um vasto campo para brincadeiras”, aponta Anne Fischel, psicóloga da Universidade Harvard, nos Estados Unidos. Aproveite as possibilidades para criar desafios que envolvam as receitas. Na hora das compras, vale propor a procura de elementos para fazer uma refeição toda roxa e questionar o pequeno sobre as transformações que o alimento sofrerá até ficar pronto: será que a cor muda na hora de cozinhar? E a textura?

4 – Mantenha uma horta caseira
Um estudo recentemente publicado pela Universidade Cornell, nos Estados Unidos, observou que a quantidade de jovens estudantes que incluia por conta própria a salada no almoço da escola saltava de 2% para 10% quando uma das lições do dia era cuidar da plantação. “O contato com a jardinagem é importante para estimular o consumo de vegetais, ainda que se plante apenas ervas aromáticas em casa”, garante Antonia.

5 – Aproveite pequenos momentos do cotidiano
Convide o pequeno para tarefas simples, como montar a lancheira da escola. “Dar algumas opções para eles escolherem ajuda a desenvolver autonomia e senso de participação”, diz Ana Paula Del Arco, nutricionista da consultoria Capitão Pão, em São Paulo. Os pais que trabalham fora podem dedicar uma noite ou um período do final de semana para preparar uma receita com a garotada.

6 – Faça da comida um assunto divertido entre vocês
Aponte as árvores frutíferas que encontrarem pela rua e conte histórias sobre a origem dos vegetais. Quando puder, leve as crianças ao supermercado, à feira e comente com elas sobre o cardápio dos personagens dos desenhos favoritos. “Ao discutir sobre a preferência do Bob Esponja pelo hambúrguer de siri, por exemplo, inserimos com naturalidade o tema no universo deles”, ensina Gabriela.

7 – Prepare refeições temáticas com eles
Se há um pequeno leitor em casa, proponha receitas inspiradas nos seus livros prediletos – como os feijões mágicos do bruxinho Harry Potter. Outra fonte de ideias é o mapa-múndi. “Convide para preparar pratos típicos de outros países e apresente às crianças os ingredientes que dão o sabor característico de cada cultura”, sugere Antonia.

8 – Resgate as comidas favoritas da família 
“Cozinhar é um momento riquíssimo para compartilhar histórias familiares e fortalecer vínculos”, conta Paula Kesselman, coordenadora pedagógica do Espaço Mamusca, em São Paulo.  Vale lembrar o almoço com o bisavô, a fruta da infância da mamãe e por aí vai... “A criança passa a olhar para o prato de outra forma e constrói memórias importantes nessa vivência”, completa.

9 – Ensine que cozinhar é um ato de amor

A culinária é uma atividade cheia de significados, e preparar o cardápio é uma maneira de compartilhar e cooperar com os próximos, sejam eles parentes ou amigos, além de criar lembranças especiais para a turma toda. “A principal recompensa é comer o que você mesmo produziu e proporcionar momentos prazerosos às pessoas que você ama”, destaca Anne. 



Revista Saúde