Mostrando postagens com marcador cãibra. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador cãibra. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Cãibra


Súbita e sorrateira, ela surge quando menos se espera. Na calada da noite, embaixo dos lençóis. No domingo ensolarado, dentro da piscina do clube. Ou no futebol de terça, depois daquele pique pela direita. Quem já teve sabe... É uma dor paralisante, que pode durar de alguns segundos a vários minutos. Basta uma leve flexão do pé para baixo e... ai! A batata da perna contrai-se parecendo dar um nó. Eis a cãibra se manifestando, para desespero de suas vítimas. Mas o que provoca essa dor súbita? O que fazer para preveni-la? E como se comportar quando ela aparece? 

Os especialistas ainda discutem as causas dessa contração muscular violenta e involuntária. O que existe são algumas pistas importantes para entendê-la. A cãibra geralmente se manifesta na prática de uma atividade física, sobretudo se o esportista estiver, digamos, pouco condicionado - ou mal alimentado. Sim, quando os músculos carecem de condições adequadas para realizar um esforço diferente do habitual, é espasmo na certa. "Quem exagera no tempo ou na intensidade do exercício pode sofrer cãibras por falta de vitaminas e sais minerais, o que leva à fadiga muscular", explica o educador físico Renato Dutra.

A escassez de oxigênio na circulação também contribui para esse cansaço extremo dos músculos. Quem um dia precisou ser socorrido devido a uma baita repuxada da musculatura já deve ter ouvido falar sobre um tal de ácido lático sem saber que substância é essa. A gente explica: trata-se de uma espécie de lixo orgânico que se acumula nos tecidos musculares quando as células usam a glicose para obter energia. Isso permite ao músculo continuar o esforço sem necessidade de recorrer ao oxigênio proveniente dos pulmões. Mas o excesso de ácido lático deflagra encrencas. "É como se a musculatura ficasse sem ar e com menos espaço para se mover. E isso gera fadiga", ilustra o fisioterapeuta Robert Velentzas, "Por isso a respiração correta é tão importante durante o exercício."

O suor da atividade física é mais um fator que ajuda no desencadeamento de cãibras. "A perda excessiva de sódio pode levar à contração muscular", diz o fisiologista Turíbio Leite de Barros. Mas o excesso de exercício, sozinho, não é suficiente para explicar o aparecimento dessas contrações famigeradas. No meio esportivo, os especialistas sabem que o xis da questão pode estar no que se bebe - na verdade, no que não se bebe. "A desidratação é decisiva para a ocorrência do problema", informa Barros. 

E quanto às cãibras noturnas? Segundo o ortopedista Moisés Cohen, quem faz muito esforço físico durante o dia pode ter contrações à noite. E quem não faz também - mas, nesse caso, a falta de sódio é o fator crucial. "O suor e a urina em excesso podem provocar a perda desse mineral e de outros elementos. E o organismo utiliza o sódio do músculo quando está sem reservas energéticas", explica Cohen. "Isso gera uma resposta nervosa que leva a um estresse mecânico e às contrações involuntárias." Ou seja... cãibras! Moisés Cohen acrescenta que diabete, problemas neurológicos e lesões vasculares podem estar por trás de um simples espasmo muscular. "São doenças capazes de favorecer o problema", informa o especialista. "A insuficiência renal e a hemodiálise também contribuem para a redução da concentração de sódio no sangue e muitas vezes levam a problemas musculares, assim como a carência de outros minerais, como cálcio, magnésio e potássio." O preparador físico Renato Dutra chama a atenção ainda para a síndrome das pernas inquietas, caracterizada por uma vontade incontrolável de mexer as pernas, principalmente durante o sono - e isso também pode disparar cãibras. 

Não existe um tratamento específico para essas contrações. O melhor a fazer é se condicionar antes de partir para atividades físicas mais exigentes, comer e beber o suficiente para suportar a carga extra do exercício e procurar respirar profunda e coordenadamente durante os treinos. Quem sua mais de uma hora por dia também precisa repor nutrientes. Nessa situação, valem géis de carboidrato e líquidos isotônicos, além de água. "A pessoa que se prepara para a atividade física suporta melhor o esforço e retarda o surgimento de cãibra", resume o educador físico Renato Dutra. Ou melhor: evita esse suplício e malha em paz.





Revista Saúde

sábado, 6 de setembro de 2014

Mais Banana!



Da casca à polpa, essa fruta está recheada de benefícios para a saúde. Ainda ajuda a espantar a ressaca e deixar qualquer um de bom humor.


1. Melhorar o humor
A banana "é rica em nutrientes que participam da produção de serotonina, neurotransmissor responsável pela sensação de bem-estar e pelo sono equilibrado", diz a nutricionista ortomolecular Ana Paula Santos.

2. Auxiliar o intestino
Fonte de fibras, a casca da fruta prolonga a sensação de saciedade e dá uma força no funcionamento intestinal. Você pode usá-la em receitas de bolos e pães.

3. Afastar a cãibra
Cheia de minerais, como potássio, fósforo, cálcio e magnésio, a fruta evita as contrações musculares. E alguns estudos mostram que ela também ajuda a manter a pressão arterial em dia.

4. Ajudar a emagrecer
Nutritiva, a banana é considerada calórica. "Mas em um contexto dietético equilibrado, ela não apresenta perigo", diz Ana Paula. A banana-nanica é mais laxativa e menos calórica.

5. Espantar a ressaca
Como é rica em carboidratos, a fruta ajuda a repor a energia após uma noitada. "Ela também estimula a produção de mucina, proteína que acalma o estômago", afirma.

E a banana verde?

É um alimento funcional, isto é, além de seu valor nutricional, traz benefícios à saúde. A fruta verde pode ser consumida na forma de farinha ou biomassa e ajuda:
· a manter a integridade da mucosa do tubo digestório
· no trânsito intestinal (combate a prisão de ventre)
· no aumento da saciedade
· a controlar os níveis de glicose no sangue
· na redução do colesterol
· na melhora da absorção dos minerais.

Como fazer biomassa em 8 passos:

1. Corte as bananas uma a uma do cacho (a quantidade é a gosto, você pode preparar meia ou uma dúzia). Cuide para que o corte seja bem rente ao talo, evitando assim que o alimento fique exposto e sofra alguma contaminação durante o cozimento. 

2. Lave cada banana com casca com água e sabão e, em seguida, enxágue bem. 

3.  Numa panela de pressão, coloque água até a metade ou o suficiente para cobrir as bananas. Leve a panela ao fogo alto, sem a tampa, para a água ferver. 

4. Após levantar fervura, mergulhe as bananas. Atenção: é muito importante a água estar fervendo, pois o choque térmico é essencial para tornar o amido resistente. 

5. Tampe a panela. Quando começar a ouvir o barulho da pressão, abaixe o fogo, conte 8 minutos e desligue. 
6. Deixe que toda a pressão saia naturalmente da panela, não acelere o processo nem abra a tampa. 

7. Terminada a saída da pressão, destampe a panela e descasque as bananas ainda quentes - a temperatura alta facilita a tarefa. Use pegadores, garfo e faca. 

8. Bata as bananas descascadas no liquidificador, acrescente um pouco de água, se necessário, para obter uma pasta. Está pronta a biomassa. 

Como armazenar 

Guarde a massa somente depois de esfriar. O ideal é dividi-la em porções e acondicioná-las em sacos plásticos próprios para congelamento. Coloque em cada saco a medida de uma xícara (chá), que será a quantidade mais utilizada nas receitas. Na hora de descongelar, faça assim: 

· Abra o saquinho e ponha a polpa numa panela com o fundo coberto com água. 
· Leve ao fogo baixo e vá mexendo até que a polpa volte a ficar lisinha como antes de congelar. 
· Se sobrar biomassa descongelada, guarde na geladeira num pote de vidro hermeticamente fechado. 

Dica: para shakes e sucos você pode usar a polpa congelada, uma vez que essas preparações são feitas no liquidificador. 

(Fonte: VIVA!MAIS / MÁXIMA)