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quarta-feira, 1 de junho de 2016

Vício: para que te quero?


Já ouviu falar de vício em açúcar? Pois ele existe!


A nutri Danielle M. M. estudou a compulsão de mulheres por doces em sua tese de mestrado, FMUSPRP. Ela acompanhou os hábitos de 57 voluntárias entre 20 e 45 anos, todas acima do peso. 
A mais surpreendente conclusão do estudo foi a de que sete a cada dez mulheres que estavam estressadas também tinham Dependência de Substâncias Doces (DSD), o nome científico para o vício em açúcar, aquela vontade louca de devorar uma caixa de bombons que não passa nem por decreto. Se você desconfia que também sofre desse doce mal, veja abaixo o que pode ser feito. 


Quase como uma droga

Além de devorar muitas guloseimas ao longo do dia, uma mulher dependente de substâncias doces precisa de cada vez mais delícias açucaradas. Isso porque o excesso de açúcar, a longo prazo, altera os hormônios que regulam o apetite, fazendo com que seja necessário comer quantidades sempre maiores para sentir satisfação.

Além disso, o açúcar atua da mesma forma que algumas drogas. Ele estimula a produção de dopamina no cérebro, substância que dá uma sensação agradável. É esse prazer que buscamos quando atacamos a sobremesa.

Assim como um fumante que deseja largar o cigarro, alguém que queira abandonar o vício em doces precisa de motivação para lidar com o açúcar de maneira mais equilibrada. Qual será o seu estímulo? Sentir-se melhor num jeans? Ser um exemplo para seu filho comer melhor? Não importa!

Confira os quatro passos para diminuir a compulsão e transformar sua vida:

1. Tente identificar o que a incomoda no dia a dia, o que a aflige tanto a ponto de levá-la a atacar os doces. Pare e faça um balanço da sua vida. Uma boa ideia é elaborar uma lista por escrito.

2. Após descobrir quais são as questões mais incômodas, tente resolvê-las. Escreva as possíveis soluções e coloque-as em prática. Uma terapia pode ajudar a repensar problemas mais complexos.

3. O passo seguinte é mexer na alimentação. Mas não adianta tentar cortar os doces de uma hora para outra. Nem mesmo substituí-los por frutas: isso não funciona para quem é dependente. A dica é reduzir gradativamente a quantidade. Diminua um pouco por dia, mas sem desistir! Seu organismo precisa de persistência para se adaptar a uma nova rotina alimentar, com menos açúcar.

4. Adote o hábito de fazer exercícios todos os dias.


Equilíbrio e moderação - as bases do sucesso. Pense nisso!


Revista Saúde

segunda-feira, 14 de março de 2016

TPM: cada mulher tem a sua.


A tensão pré-menstrual, mais conhecida pela célebre sigla TPM, geralmente é designada como um conjunto de sintomas chatinhos que atrapalha a vida da mulherada alguns dias antes de a menstruação ocorrer - tristeza, irritação e vontade louca de comer doces são alguns deles. E, para amenizá-los, as integrantes da ala feminina costumam recorrer a métodos parecidos. O que nem todo mundo sabe é que são contabilizados mais de 150 sintomas e, por isso, há mais de um tipo de TPM. Na verdade, são quatro, definidos assim: A, C, D e H. "O tratamento é diferente para cada um", informa o ginecologista Eliezer Berenstein, especialista no assunto que atende na capital paulista.
Como o sobe e desce de hormônios não é uma matemática exata, os incômodos que aparecem em um mês podem dar lugar a outros no ciclo seguinte. "Mas, no geral, eles tendem a se repetir", observa a ginecologista Mara Diegoli, coordenadora do ambulatório de TPM do Hospital das Clínicas de São Paulo. Por isso, identificar quais são os predominantes e, a partir daí, a síndrome que acomete a mulher com maior frequência é crucial para tornar essa fase mais tranquila. 

Tipo A, de ansiedade
Tensa até o último fio de cabelo, a mulher tem reações explosivas.
"A pessoa que sofre dessa TPM tem a sensação de que o mundo está contra ela", resume o ginecologista Eliezer Berenstein. Por isso, uma fechada no trânsito ou o atraso do marido podem desencadear surtos monumentais. Tudo culpa da baixa quantidade de estrogênio, que propicia a calma, e maior liberação de adrenalina e cortisol, dupla que aciona o estresse. "Se a mudança na alimentação e exercícios não ajudarem, o uso de medicamentos ansiolíticos alivia a ansiedade", informa a ginecologista Celene Longo.

Parceiros à mesa
Fibras
Estão no pão integral, nas sementes e nas frutas. E ajudam o intestino a pegar no tranco, eliminando toxinas e substâncias nocivas que pioram a irritação.

Vitamina C
Encontrada na laranja, na acerola e no limão, afasta o estresse emocional e a fadiga.
Vitamina B6
Está associada à produção de serotonina, neurotransmissor por trás da sensação de bem-estar. Salmão, frango, soja, lentilha e atum são excelentes fontes.
Beta-sitosterol
Presente no abacate, atenua a ação do cortisol, o hormônio do nervosismo.
Evite!
"Passe longe dos alimentos estimulantes, como café, chá preto e mate, além de refrigerantes cola. Eles costumam exacerbar a irritabilidade", adverte a nutricionista clínica Edina Sakamoto, de Campinas, no interior paulista.
Na academia
Segundo Adriana Piacsek, diretora técnica da assessoria esportiva TPM (Treinamento para Mulheres), em São Paulo, a ioga é uma ótima pedida. "Como inclui alongamento e técnicas de respiração, reduz a tensão muscular e o mau humor", diz.

Tipo C, de compulsão
A marca registrada aqui é o desejo incontrolável por doces, mais 
especificamente o chocolate. 
De acordo com a ginecologista Mara Diegoli, quem cede à compulsão e se empanturra com a guloseima durante a TPM corre o risco de ver o ponteiro da balança subir. Para evitar o transtorno, é fundamental ter autocontrole e elaborar estratégias a fim de reduzir a quantidade consumida. "Uma dica é polvilhar uma banana assada com canela e cacau em pó e uma colher de sopa de farelo de aveia", recomenda a nutricionista clínica Edina Sakamoto. Já para se livrar da dor de cabeça, outro sintoma comum no tipo C, o jeito é recorrer a analgésicos.

Parceiros à mesa
Zinco e cromo
São essenciais para regular os níveis de glicose no sangue. O zinco é encontrado no frango, no feijão e na semente de abóbora. O cromo marca presença em cereais integrais e no levedo de cerveja.

Magnésio
Modula a secreção do hormônio insulina, que encaminha o açúcar para dentro das células. Assim, diminui a fissura por doces. Vegetais verde-escuros, aveia, figo e ameixas carregam o nutriente.
Carboidratos complexos
Como liberam a glicose lentamente, o organismo demora mais a clamar por açúcar. Eles aparecem em todos os alimentos integrais.
Frutose
Trata-se do açúcar das frutas. Seu consumo pode aplacar a vontade de ir direto ao doce.
Cacau
Um pequeno tablete de chocolate com mais de 50% de cacau está liberado para matar a ânsia pela guloseima.
Evite!
Nem pense em ficar mais de três horas sem comer. É que a baixa concentração de glicose prejudica a produção de serotonina, a precursora da boa disposição. Aí, a compulsão dá as caras.
Na academia
Para encher o corpo de endorfina, que proporciona calmaria e estabiliza a glicemia, faça exercícios aeróbicos. Entram nessa lista corrida, natação e pedalada.

Tipo D, de depressão
A tristeza toma conta, deixando os dias bastante desanimadores.
Chorosa, introspectiva e com as emoções à flor da pele: é assim que a mulher com TPM D fica enquanto a menstruação não aparece. Segundo a nutricionista Catarina Stocco, diretora do Centro Avançado de Educação em Saúde CKS, em Curitiba, no Paraná, a combinação entre aumento da progesterona e redução de estrogênio e dopamina está por trás dos sintomas. "Quando estratégias básicas, como modificações na dieta e prática de exercícios, não conseguem silenciá-los, doses mais leves de antidepressivos podem ser benéficas", opina a ginecologista Celene Longo.

Parceiros à mesa
Tirosina
O aminoácido participa da produção de dopamina e adrenalina, duo que estimula a alegria. Peixes, carnes magras, aves sem pele e nozes são bons reservatórios.

Bebidas estimulantes
Café, chá verde e mate dão um gás aos ânimos.
Gorduras boas
Disponíveis em castanhas, salmão, azeite, óleo de girassol e linhaça, elas combatem desordens depressivas.
Vitamina B2
É precursora da serotonina, célebre por favorecer estados bem-humorados. Está no levedo de cerveja, óleos de peixes, ovos e leguminosas.
Evite!
"Não fique muito tempo em ambientes de tensão. Sempre que possível, faça um intervalo durante o expediente e procure se distrair", sugere a ginecologista Mara Diegoli.
Na academia
Atividades aeróbicas, como corrida, bicicleta e natação, são ótimas opções. "Elas elevam os níveis de serotonina, que atenua sintomas depressivos e deixa a mulher mais disposta", conta Adriana Piacsek, da assessoria esportiva TPM.

Tipo H, de retenção hídrica
O excesso de água concentrada no corpo culmina em inchaço e desconforto.
"Nessa TPM, além de a produção de um hormônio antidiurético ser deficiente, ocorre maior liberação de prolactina, o hormônio que aparece aumentado na amamentação", explica o ginecologista Eliezer Berenstein. Por causa disso, os sintomas mais flagrantes são o acúmulo de líquido, o consequente inchaço pelo corpo - principalmente nos seios -, dor e ganho de peso. A ginecologista Mara Diegoli muitas vezes recomenda o uso de diuréticos e anti-inflamatórios para atenuar as queixas. "Mas apenas no período pré-menstrual", alerta.

Parceiros à mesa
Vitamina B6
Aumenta os níveis de componentes diuréticos nos rins, facilitando a eliminação de líquidos. Está no frango, na soja, na lentilha e no atum.

Vitamina E
Óleos de trigo, soja e girassol, espinafre, azeite e amêndoas são ricos no nutriente, conhecido por amenizar a chateação dos seios inchados.
Vitamina C
Também dá força no alívio da dor. Legumes, verduras e frutas como laranja e limão estão entre suas fontes.
Gorduras boas
Combatem o inchaço, a retenção hídrica e têm efeito anti-inflamatório, além de melhorar o humor. Para tirar proveito, coloque castanhas, nozes, amêndoas, azeite e óleos de girassol, abóbora e linhaça no cardápio.
Alimentos e chás diuréticos
São aliados quando o objetivo é desinflar. Alguns representantes: melancia, melão, abacaxi, aspargo, pepino, agrião e chás de dente-de-leão, cavalinha, erva-doce, hibisco e camomila.
Evite!
O maior inimigo de quem retém líquidos é, sem dúvida, o sal. "Em seu lugar, use ervas como alecrim, orégano ou manjericão", recomenda a nutricionista Catarina Stocco.
Na academia
"Hidroginástica e natação são excelentes atividades para reduzir a sensação de peso e desconforto", afirma Adriana Piacsek, da assessoria esportiva TPM.


Revista SAÚDE