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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Suco verde: pode tomar todos os dias?


Afinal, faz mal beber suco verde todos os dias? 
 
Não desde que você varie os ingredientes. Para quem tem hipotireoidismo ou histórico da doença na família, existe a recomendação de acrescentar folhas verde-escuras no suco apenas duas vezes por semana, especialmente no caso da couve.
"Quando crua, essa verdura tem ação bociogênica - ou seja, interfere na absorção do iodo, mineral fundamental para a produção dos hormônios tiroidianos", alerta Luciana Harfenist, nutricionista do Rio de Janeiro. Evite ainda misturar muitos itens de uma só vez para que o suco não fique calórico, pesado e com gosto forte. 
 
Veja os grupos de alimentos sugeridos para o preparo da bebida e quantos itens usar de cada um deles.
 
Folha verde-escura: até dois tipos (couve, rúcula, brócolis, espinafre, agrião).

Fruta: até três tipos (maçã, pera, abacaxi, laranja, limão, mexerica, morango, mirtilo, romã, melão, água de coco).

Legume ou raiz: até dois tipos (cenoura, beterraba, berinjela, inhame, batata-yacon).

Broto, semente ou castanha: um tipo (alfafa, moyashi, linhaça, chia, quinua, amaranto, castanha-do-pará).

Erva fresca: um tipo (hortelã, manjericão).

Especiaria: um tipo (gengibre, pimenta).

Alga marinha (opcional): um tipo (kombu, spirulina em pó).
 
(Fonte: Revista SAÚDE)

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Dieta Detox.


Ela promete limpar o corpo de toxinas e promover a perda de peso num passe de mágica. Mas será que cumpre mesmo essa função? Conheça os riscos e os cuidados necessários antes de aderir a esse regime.
 

1) O que é a dieta detox?

O termo “detox” vem de desintoxicar. Isso porque o objetivo desse plano alimentar é ajudar o organismo a se livrar de toxinas que seriam resultado do consumo excessivo de alimentos gordurosos, cheios de açúcar ou até de bebida alcoólica.

A variedade de menus da dieta detox é grande: há cardápios à base de sucos, sopas, chás e também alimentos sólidos. Todos eles têm em comum a ingestão de frutas e verduras e a eliminação de itens considerados uma ameaça à saúde, a exemplo de industrializados, frituras e conservantes.

2) Ela é eficaz?

Uma das principais promessas da dieta detox é o emagrecimento rápido. O problema é que, para muitos especialistas, essa não é a maneira mais correta e eficaz de derrubar o ponteiro da balança. Além disso, por serem hipocalóricas - isto é, com pouquíssimas calorias - as dietas detox propiciam o chamado efeito sanfona, principalmente se feitas por muito tempo e sem orientação. "Com o baixo fornecimento de calorias, o corpo mobiliza a gordura do tecido adiposo para as células, a fim de transformá-la em energia", esclarece a nutricionista Sandra Chemin, coordenadora do curso de nutrição da Universidade São Camilo, em São Paulo. Isso pode até parecer bom, mas a história não acaba aí. É que, ao voltar a comer como antes, a gordura retorna para as células onde estava armazenada. Em outras palavras, a pessoa engorda de novo - e, muitas vezes, isso acontece até com maior intensidade após um período de alta restrição calórica.


3) As dietas detox oferecem algum perigo para a saúde?

Quando feitas sem o acompanhamento de um médico ou nutricionista, sim. O alerta vale principalmente para os cardápios líquidos, que abrem portas para o desequilíbrio de vitaminas e minerais. "Iniciar a dieta com uma deficiência nutricional pode ser perigoso", alerta a nutricionista Márcia Reis Fernandes, coordenadora do curso de nutrição da Universidade do Vale do Itajaí, em Santa Catarina. Por isso, é uma boa checar com um médico se está tudo em ordem com os seus exames.
Se você é daquelas que levam uma vida ativa no trabalho ou praticam bastante atividade física, passar alguns dias consumindo basicamente sucos e chás não é uma boa ideia. É provável que o resultado seja episódios de tontura, fraqueza, mal-estar ou até desmaios. Isso porque essas preparações são pobres em calorias e, portanto, não garantem o aporte de energia necessário para aguentar o tranco o dia a dia.
E tem mais: diversos estudos demonstram que basear a dieta em sucos não é uma boa escolha se o seu objetivo é afastar o diabetes. É que eles apresentam menos fibras quando comparados à fruta inteira. Com isso, o índice glicêmico da bebida aumenta - o que significa que, após seu consumo, o teor de glicose no sangue se eleva rapidamente. Para controlar a situação, mais insulina é liberada. Acontece que esses picos de glicose e insulina podem gerar uma resistência à ação do hormônio, aumentando o risco de diabetes. Daí porque pessoas portadoras desse distúrbio devem se manter longe de dietas como essa.

4) O corpo precisa mesmo de uma ação detox pela dieta?

"Por meio de reações químicas, o fígado já exerce a função de se livrar das tais toxinas", lembra David Heber, que também é professor da Universidade da Califórnia em Los Angeles, nos Estados Unidos. Por outro lado, certos alimentos podem, sim, dar uma força ao organismo nesse processo. "Brócolis, couve-flor e raiz-forte, por exemplo, são ricos em antocianinas, que intensificam a presença de enzimas responsáveis pela desintoxicação", informa o médico. Outros itens cheios desses nutrientes são aqueles de casca vermelha ou roxa, como berinjela, uva e cereja.
Mas que fique claro: para tirar proveito de tudo isso, é preciso consumir esses alimentos com frequência, e não só no período em que você estiver tentando compensar os exageros do fim de semana.

5) Como saber se a dieta detox é a melhor para mim?

Consulte um especialista para se certificar de que você realmente precisa adotar esse regime. Além de identificar eventuais restrições - como diabetes ou déficits nutricionais - só ele poderá orientar a melhor maneira de incluir os alimentos propostos por esse modelo alimentar na sua rotina, sem prejudicar a sua saúde. Mas vale frisar: consuma, pelo menos, cinco porções diárias de frutas, verduras e legumes sempre. E não se esqueça de praticar atividade física regularmente.

(Fonte: Revista SAÚDE)

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Como perder e manter o peso de uma vez por todas!!

A luta contra a balança é um jogo sem fim. E, para não ficar voltando casinhas, é preciso ir além da dieta. A ciência prova que incluir exercícios na rotina é a melhor alternativa para emagrecer sem ter que se preocupar com o efeito sanfona.
 
 
Comer de tudo e, mesmo assim, conservar um peso bacana. Parece um sonho distante? Então você vai gostar de saber que qualquer um pode atingi-lo. Basta colocar o corpo para se mexer. A prova vem de um estudo da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), que usou voluntários para testar duas abordagens reconhecidas contra a obesidade: dieta e exercícios. De um lado, 18 pessoas tornaram o cardápio mais leve. Do outro, 17 aliaram a medida a treinos na bicicleta ergométrica de 30 a 45 minutos, três vezes por semana.
Os pesquisadores concluíram que ambas as turmas enxugaram 5% do peso no mesmo período de tempo, o que indica que controlar a alimentação parece ser mesmo eficaz para emagrecer. No entanto, o grupo ativo levou a melhor na comparação dos benefícios, já que, além da perda de peso, apresentou melhores taxas de grelina, o hormônio da fome. "Baixos níveis da substância estão ligados a uma maior saciedade", explica o endocrinologista Rogério Friedman, autor do trabalho.

 
Sem cruz na boca
 
 O achado tem a ver com uma linha de pesquisa quentíssima nos Estados Unidos, que envolve o chamado balanço energético. "Em resumo, propomos que não dá para ser magro e faminto ao mesmo tempo", brinca Steven Blair, profissional em educação física da Universidade do Sul da Carolina. Após investigar ingestão e queima de calorias de diferentes populações ao longo das décadas, ele e outros colegas começaram a ver que, em geral, as pessoas que se mantêm em forma não possuem o hábito de colocar porções diminutas no prato.

Na verdade, quem garante uma cintura fina por anos a fio até come mais, porém gasta energia aos montes. "O ser humano tem um forte ímpeto natural por alimentos", diz Gregory Hand, educador físico que trabalha ao lado de Blair. "Para não remar contra a maré, necessitamos ter uma dieta só um pouco restritiva e investir bastante nas atividades físicas", emenda.
Se você ainda não está convencido a levantar desse sofá, selecionamos três explicações científicas que mostram que quem mexe o corpo está destinado a manter a boa forma por muito tempo. Veja:



1- O desequilíbrio corporal consome energia
 
A prática de qualquer esporte mexe com o organismo inteiro – o coração bate mais rápido, os músculos sofrem microlesões, os pulmões trabalham em dobro..."Para reequilibrar seu funcionamento, o corpo despende mais fontes de energia", ensina Jair Rodrigues Garcia Júnior, professor de bioquímica do exercício da Universidade do Oeste Paulista, em Presidente Prudente. Com isso, o abdômen se conversa firme e sem excessos.

2- Quem se exercita emagrece mesmo quando está parado
 
O levantamento da UFRGS também avaliou a taxa metabólica basal, ou seja, a quantidade de calorias que torramos quando não estamos realizando um esporte. Friedman explica que ela era mais elevada no grupo que, além de adotar a dieta, pedalou com frequência. Inclusive aqueles felizardos que nunca ficam com a barriga avantajada tendem naturalmente a queimar bastante energia em repouso.


3- Músculos desenvolvidos gastam calorias

A atividade física aumenta a massa muscular, que, por sua vez, também contribui para o emagrecimento. "Músculos desenvolvidos consomem calorias extras", afirma Cláudio Pavanelli, fisiologista do Clube de Regatas do Flamengo e da BEone. Até por isso os especialistas também prescrevem musculação para quem deseja permanecer esguio.

Comece já, mas vá com calma
 
O verão está aí, por isso, você não pode perder tempo. Mas antes de calçar os tênis e sair correndo, é importante definir seus objetivos. O Colégio Americano de Medicina do Esporte recomenda um mínimo de 150 minutos de atividade física moderada por semana, de modo a aprimorar a saúde como um todo. Mas se a meta é perder peso, a endocrinologista Rosana Radomminski, da Universidade Federal do Paraná, recomenda subir o mínimo estipulado para 250 minutos.
Contudo, principalmente entre os sedentários, cumprir tal meta logo de cara pode ser perigoso em algumas situações. O melhor mesmo é ir com calma. "O paciente pode, por exemplo, começar com 75 minutos por semana e evoluir lentamente", orienta Rosana. Vale lembrar que a avaliação individual feita por um especialista é essencial para garantir vitória na luta contra a balança.
 
(Fonte: Revista SAÚDE)