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segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Sete tons de xixi

Ficar de olho na cor da urina ajuda a flagrar doenças e identificar alterações na alimentação. Saiba o que as tonalidades costumam sinalizar.

Parece até um pouco nojento, mas é importante observar a cor do xixi. Uma vez que a urina reúne substâncias que até pouco tempo atrás estavam trafegando pelo corpo, ela revela informações pra lá de úteis sobre sua saúde. Conheça agora o que sete diferentes tons podem dizer sobre o estado do organismo:

Ligeiramente amarelo

É a cor ideal: significa que você está bebendo uma boa quantidade de água, o que é fundamental para diluir e descartar toxinas e o excesso de minerais. "Elementos como sódio, potássio e ureia são todos eliminados pela urina", explica o urologista José Carlos Truzzi, do Fleury Medicina e Saúde.
Transparente
Talvez o consumo de H2O esteja mais elevado do que o seu organismo realmente necessita - daí os rins retiram o excedente da circulação sanguínea. Se o quadro persistir, vale procurar um médico. "É comum que no diabete descontrolado, por exemplo, o indivíduo vá muito ao banheiro e libere um líquido incolor", relata Truzzi.
Amarelo-escuro ou castanho
Aqui é a situação contrária: a carência nos goles d'água faz o xixi ficar concentrado de ureia e companhia. "Em longo prazo, isso aumenta o risco de desidratação e cálculo renal", avisa Maria Alice Barcelos, nefrologista do Hospital 9 de Julho, em São Paulo. Para evitar complicações, basta caprichar na hidratação.
Laranja
"Remédios e suplementos vitamínicos podem deixar a urina nessa cor", conta o médico Cristiano Gomes, da Sociedade Brasileira de Urologia. Pigmentos de legumes como a cenoura e a abóbora têm efeito parecido, o que não causa problemas. Um laranja forte levanta suspeita de doenças no fígado.
Vermelho
Você comeu beterraba? Componentes dessa raiz tingem o xixi e as fezes. Mas aí não há nenhuma repercussão ruim no corpo. Em todo caso, é bom prestar atenção: a troca de cor também acontece pela presença de sangue. "Aí é preciso investigar, porque alguma estrutura do sistema urinário, como os rins ou a bexiga, pode estar doente", alerta Maria Alice.
Verde ou azul
A culpa recai sobre o corante azul de metileno, utilizado na fabricação de algumas medicações. Ele é excretado na urina, que, ao misturar as cores, ganha tons esverdeados ou azulados. Na bula dos medicamentos, você encontra informações sobre essas eventuais consequências. Aspargos e a cerveja verde, típica da Irlanda, provocam efeito semelhante.
Espumoso
É natural que, ao cair no vaso sanitário, a urina crie um pouco de espuma. Mas, se surgirem muitas bolhas, fique esperto: você provavelmente está eliminando proteína pelo xixi. "Isso não é normal e pede consulta com um médico", diz o nefrologista Nestor Schor, da Universidade Federal de São Paulo. Às vezes, o motivo é o excesso de proteína na dieta.
E o exame de urina?
O teste é simples e dá vários detalhes em relação à saúde. Ele acusa a concentração de várias substâncias e detecta elementos como sangue, glicose e células de defesa, o que auxilia no diagnóstico de quadros como diabete e infecções.

Fonte: Revista Saúde

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Sal engorda?


O abuso no tempero é acusado agora de promover até ganho de peso. Entenda o mais novo motivo para maneirar nesse e em outros redutos de sódio.

Quem aponta o dedo para isso são cientistas da Universidade Queen Mary, na Inglaterra e da Universidade de Pequim, na China. Em um estudo, eles recrutaram 1243 pessoas e colheram amostras da urina de todo mundo para medir a concentração de sódio. Os participantes ainda tinham que preencher um diário, em que relatavam o que comiam ao longo do dia.
Ao final da experiência, ficou evidente: os voluntários que consumiam uma maior quantidade de fontes de sódio (o tempero em si e produtos industrializados) eram justamente os mais gorduchos. Pelos cálculos, o aumento de 1 grama na ingestão de sal por dia elevava em 28% o risco de engordar nas crianças e em 26% nos adultos. E um detalhe importante: a carga calórica em si não teve influência nessa associação. Em outras palavras, sujeitos que não exageraram nos pratos, mas se excedem no sódio, poderiam ganhar tanto peso quanto os glutões.
Mas como é que o mineral, famoso pela relação com a pressão alta, teria um efeito desses na barriga? Ainda não há uma explicação definitiva, mas surgem boas pistas. Uma hipótese diz que o sódio interfere na forma com que o organismo usa seu estoque gorduroso. "Estudos anteriores com animais sugerem que o consumo exagerado da substância faria o corpo armazenar mais gordura", conta o cardiologista chinês Yuan Ma, que assina a nova pesquisa.
A sobrecarga do mineral também instiga a liberação de cortisol, o chamado hormônio do estresse. "E a elevação desses níveis na corrente sanguínea faz cair a concentração de outro hormônio, a adiponectina", explica o médico Durval Ribas Filho, presidente da Associação Brasileira de Nutrologia. Complicou? Basta dizer que a adiponectina ajuda a evitar o ganho de peso.

Para não exagerar no sal, confira aqui algumas alternativas saudáveis:

Sal light: Possui 50% de cloreto de sódio e 50% de cloreto de potássio - a versão refinada tradicional tem 99% de sódio.
Sal marinho: Não passa pelo processo de refinamento. Em sua composição há um teor maior de flúor, cálcio, magnésio...
Sal rosa: Mais caro, vem das regiões montanhosas do Himalaia, na Ásia. Possui mais de 50 tipos de minerais.
Sal verde: Feito da planta Sarcocornia ambigua da Região Sul. Ainda em pesquisa, tem três vezes menos sódio que o sal de cozinha.
Temperos: Pimenta, cebola, alho, alecrim e tantos outros condimentos ajudam a dar um sabor especial às receitas e diminuem a necessidade de sal.


Fonte: Revista Saúde

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Água boa se vê no rótulo!


Escolher uma garrafa de água mineral no supermercado parece tarefa fácil: basta comparar os preços e o tamanho da embalagem. A que mostrar melhor custo/benefício vai para o carrinho. Leve engano. Há diferenças importantes na composição dos produtos – e elas devem ser levadas em conta pelo bem da sua saúde. Fique de olho nos elementos que merecem uma avaliação mais minuciosa.

PH

Ele fica entre 5 e 8 nas águas vendidas aqui. Mas o pH ideal é entre 7 e 9,5, mais alcalino. Isso porque pHs mais ácidos, de 0 a 6, atrapalham o organismo em sua tarefa de anular os radicais livres.

Potássio

Quanto mais, melhor. Esse mineral é bem-vindo aos músculos, evita cãibras e favorece o controle da pressão arterial. A água não é boa fonte da substância, mas ajuda a compor a conta.

Magnésio

Uma bebida mais abastecida com esse nutriente pode auxiliar em dificuldades intestinais. Estudos também indicam que ele contribui para o equilíbrio dos níveis de glicose no sangue.

Cálcio

É um dos componentes mais comuns nas garrafinhas. Ainda bem! Trata-se de um baita aliado na manutenção dos ossos. Assim, protege contra a osteoporose.

Sódio

Em excesso, ele eleva a pressão. Por isso, se houver  mais de 200 miligramas por litro, o termo “contém sódio” precisa estar na embalagem. O melhor é optar pelo produto com menor teor desse mineral.

Bário e nitrato

São substâncias que, de acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), fazem parte do grupo de químicos prejudiciais ao organismo. Logo, devem aparecer em doses pequenas (bem abaixo de 0,7 mg/l e 50 mg/l).

Isso mesmo: até na hora de comprar água mineral é preciso ficar atento às informações da embalagem. Aprenda a reparar no que importa.



(Fonte: Revista Saúde)

segunda-feira, 23 de março de 2015

Dossiê do sódio!


O teor de sódio do macarrão instantâneo baixou mais de 15%. Na bisnaguinha e no pão de fôrma, a redução foi de quase 11%. Um acordo entre o Ministério da Saúde e a Associação das Indústrias da Alimentação (Abia) pretende retirar, até 2020, mais de 20 toneladas dessa substância das prateleiras (ela está presente em uma lista de alimentos, que inclui desde salgadinho até água mineral).
Significa que você deve continuar de olho no rótulo de quase tudo o que coloca no carrinho do supermercado. Economizar no sal de cozinha também é importante. Um grama desse tempero (o equivalente a uma colher de café) tem cerca de 400 miligramas de sódio (quase um quinto da dose diária máxima permitida, que é de 1,6 a 2,4 gramas para um adulto saudável). Saiba em detalhes os efeitos nocivos dessa substância – você não vai ter dúvida de que reduzir o consumo é a melhor medida. 
 
Por que o sódio engorda?

Em primeiro lugar, é importante saber que o sódio é necessário. É usado pelo organismo para controlar a pressão arterial e o volume de sangue. Porém, consumido em excesso e de maneira frequente, ele não só provoca hipertensão (a grande responsável pelas doenças que mais matam no país: os acidentes vasculares cerebrais e os infartos) como também faz o corpo reter líquido. E isso resulta em peso extra. Outra ameaça do sódio é ser viciante - quanto mais alimentos carregados desse mineral coloca no cardápio, mais você quer e, com isso, exagera nas calorias. 
 
Qual é a diferença entre sal e sódio?

 O sal tem sódio e cloro, uma combinação que confere o sabor salgado. Quando está sozinho ou misturado com outras substâncias, o sódio pode ser levemente salgado ou não ter gosto de nada. É por isso que você não percebe a presença dele em biscoitos doces, sucos prontos e refrigerantes (o diet tem duas vezes mais sódio que o normal).  


Então o sal não é o vilão?

Não dá para absolvê-lo. Afinal, ele é a principal fonte de sódio da dieta. Só para ter ideia, no Brasil consomem-se, em média, 12 gramas por dia de sal, enquanto o recomendado é menos da metade, 5 gramas. Isso acontece não só porque as pessoas salgam demais a salada mas também porque o sal é muito usado pela indústria. "Além de ser um conservante antigo, eficaz e barato, ele ainda acentua o sabor", explica a nutricionista Regina Helena Marques, diretora da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp). 


Tirar o saleiro da mesa ajuda?

 Sim, mas outras medidas talvez tenham mais impacto. A nutricionista recomenda: levar marmita ao trabalho para não comer em restaurante todo dia, beber mais água, em vez de outros líquidos, comer mais frutas, no lugar de biscoitinhos e barras de cereais, trocar o sal comum pela versão light, lembrando que o sal light é composto de 50% de potássio e, por isso, deve ser evitado por quem tem problemas renais.   


Quais são os campeões de sódio?

 Além do sal de cozinha, temperos prontos, shoyu, salgadinhos e sopa de pacote, macarrão instantâneo, empanado pronto (do tipo nugget), embutidos, enlatados e conservas. "Para reduzir o sódio, compre mais alimentos frescos e menos produtos prontos. Mais no açougue e menos no setor de frios e embutidos", sugere Regina. E, ao escolher um produto industrializado, leia o rótulo, privilegiando marcas com menor teor de sódio.


O glutamato monossódico é um substituto saudável do sódio?

 Não. "Assim como o sódio, esse aditivo químico usado pela indústria para realçar o sabor dos alimentos (especialmente em temperos, sopas e massas instantâneas) acarreta retenção de líquido e obesidade, aumentando a predisposição à hipertensão arterial", alerta Vânia Assaly, endocrinologista e nutróloga do Instituto de Prevenção Personalizada, em São Paulo. Ela ainda acrescenta: "Alguns trabalhos mostram que, em excesso, o glutamato monossódico também é capaz de alterar o sistema nervoso central, provocando hiperatividade e déficit de atenção".

Quais são os sinais de hipertensão? 

 "De 30 a 35% da população adulta sofre de pressão alta, mas pelo menos metade dos portadores desconhece o fato porque, na maioria dos casos, o quadro é silencioso", alerta o cardiologista e nefrologista Celso Amodeo, diretor da Socesp. Sintomas como dor de cabeça, náuseas e vômitos só se manifestam quando ocorre uma crise hipertensiva, isto é, o aumento súbito da pressão arterial. 

As mulheres magras e ativas também precisam se preocupar com o sódio?

 As obesas e sedentárias são mais suscetíveis aos perigos do excesso de sódio. Porém as magras e atletas também devem reduzir o sal, sobretudo se houver antecedentes de pressão alta na família. Com a entrada no mercado de trabalho, o sexo feminino passou a comer mal, a se exercitar menos, viver sob stress e a beber e fumar mais. Isso tem aumentado a incidência de infartos e derrames nas mulheres, inclusive nas magras e em idades mais precoces. Por isso, esse cuidado é para todas!


Sal com menos sódio 

Todo sal contém sódio - escolha um que tenha menos ou use truques para reduzir a concentração:  
 
Sal light: tem 50% menos sódio que o refinado. Se você estranhar o gosto, misture os dois tipos em partes iguais e, aos poucos, reduza o sal menos saudável. Mas evite dobrar a dose do light no prato. 
 
Sal rosa: extraído das minas secas do Himalaia, na Ásia, é um sal natural (não passa pelo processo de refinamento) e, por isso, mantém mais de 80 minerais. Também tem menos sódio que a versão refinada.  
 
Sal verde: juntar ervas secas (salsa, alecrim, orégano) ao sal marinho (pouco processado) ajuda a ressaltar o sabor dos alimentos, reduzindo a necessidade do tempero rico em sódio.
 
Ele faz o organismo reter líquido, deixando você inchada e propensa a ganhar peso. Reduza o consumo! Também vai fazer bem ao seu coração.
 
 
(Fonte: Revista SAÚDE)